Pular para o conteúdo principal

Histórias de mulheres brasileiras no Festival de Veneza

foto divulgação do filme mineiro "Girimunho"
Dois filmes brasileiros que contam histórias de mulheres, concorrem este ano no Festival de Veneza. Um deles é dos mineiros Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina e conta a história de duas senhoras mineiras, de 81 anos, Maria e Bastu, que depois da morte do marido passa por momentos de transição enfrentando a dialética entre a tradição e a vida contemporânea, buscando o conhecimento de si e do mundo. O filme é "Girimunho", que mescla ficção e documentário. Outro filme é "Histórias que só existem quando são lembradas", de Julia Murat e coprodução entre Brasil e França. Este é a história de uma viúva solitária que tem a vida completamente transformada após conhecer uma fotógrafa. Serão 3 filmes latinos, de cineastas brasileiros, argentinos e chilenos, competindo no festival . Apesar dos filmes brasileiros participarem apenas de mostras paralelas, o diretor do festival, Marco Miller, reconheceu que nunca houve tamanha participação latino-americana nas sessões que apresentam as novas tendências do cinema mundial. O Festival de Veneza acontece de 31 de agosto a 10 de setembro. 31 de agosto e 10 de setembro são datas muito importantes pra mim e contando com meu lado numeróloga, espero sinceramente que um dos filmes, senão os dois, emplaquem. Seguem as dicas de links ai abaixo.

Blog de Julia Murat: http://juliamurat.blogspot.com

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eugênia Álvaro Moreyra - A primeira jornalista do Brasil

As mulheres jornalistas devem muito à Eugênia Moreyra. Num tempo em que "moças de boa família "não frequentavam redações de jornais", Eugênia foi não só reconhecida e admirada por sua inteligência como para ela foi criado o termo "reportisa", já que era incomum uma mulher jornalista. Eugênia é considerada a  primeira jornalista do pais. Ela trabalhou no jornal carioca   Última Hora , por volta de 1910,  quando veio de Minas, mais precisamente Juiz de Fora, onde nasceu. Ela e sua mãe, viúva rica filha de barões, vieram procurar emprego na cidade já que o patriarca da família havia morrido e pelas leis da época apenas os filhos homens podiam receber a herança. Após conseguir emprego no jornal também carioca "A Rua",  desapareceu da vida pública durante meses e trancou-se em um convento. Apesar de muitos acharem a ideia inconcebível, acabaram por descobrir que Eugênia só foi para o convento para investigar a história da irmã de uma mulher que havia sido ...

As freiras eram as "perdidas"

Antigo convento na cidade de Tuam, na Irlanda Durante séculos a religião categoriza as mulheres. Aquelas que não agem de acordo com as leis da igreja sempre foram consideradas "mulheres perdidas", servas do demônio. Isso, historicamente comprovado, custou a vida de milhares delas por todo o mundo. A igreja católica foi uma das, talvez a principal, igreja envolvida em diversas mortes. Na Europa, especificamente, podemos comprovar estes fatos agora que alguns atos da ordem das Irmãs Magdalenes foram desvendados. Elas mantinham conventos e uma lavanderias por toda Irlanda. De 1922 a 1996 estima-se que mais de 30 mil meninas, jovens adolescentes, foram enviadas às lavanderias e submetidas a trabalho escravo. Entre elas estavam órfãs, pobres, deficientes, meninas rejeitadas pelas famílias e condenadas em tribunais. Elas enfrentavam uma jornada de 12 horas de trabalho diário passando e lavando roupas de empresas, órgãos públicos e das Forças Armadas, o que era muito lucrativo ...

O ponto G das Anastasias casadas

Sei que não é  um assunto tão atual, mas precisei de tempo e muita pesquisa de campo para falar sobre a febre sexual do momento: o filme 50 tons de cinza. No início, do alto de uma arrogância machista, acreditei que aquele alarde todo não tinha a menor justificativa. Milhares e milhares de mulheres só falando deste livro, pareciam hipnotizadas, obcecadas pela leitura, amigas me pediam insistentemente para ler,  uma verdadeira histeria. Como na maioria das vezes, supus que seria mais um romance água com açúcar, nada diferente daqueles que gostava na adolescência e que, igual no vídeo game, eu já tinha passado dessa fase. Como na maioria das vezes, também, eu estava errada. Assisti ao filme, depois de conversar com muitas mulheres e homens e colher opiniões e, acreditem, o que pude concluir é que o lance do sexo e do sadomasoquismo é completamente secundário. Parece um raciocínio desconexo já que o apelo midiático está exatamente no fato dele gostar de dar uns tapas na Anasta...