Morreu ontem, em Londres, Nancy Wake, a jornalista que participou como espiã na Segunda Guerra Mundial. Nancy ingressou na resistência francesa em 1940, junto com o marido. Ela foi uma das espiãs mais procuradas pela Gestapo e era reconhecida pela astúcia e habilidade em escapar dos soldados alemães. Apelidada de "rato branco", Nancy ajudou a salvar centenas de pessoas das forças aliadas e a libertar a França da ocupação nazista. Uma das mais comentadas frases de Nancy durante uma entrevista foi: "para mim, alemão bom é alemão morto e quanto mais morto melhor. Só me arrependo de não ter matado mais deles". Nancy dizia não gostar de guerras nem de violência, mas já que ela existia não encontrava motivos para não lutar em defesa do que acreditava, principalmente no fato das mulheres não terem que ser apenas as que acenavam para seus filhos ou companheiros que partiam em luta. Um dos 7 mil soldados comandados por Wake, Henri Tardivat, chegou a dizer que ela era uma das mulheres mais femininas que ele conhecia, até começar a guerra, onde se tornava mais feroz que 5 homens. Nancy Wake morreu aos 98 anos, num hospital em Londres, por infecção no tórax, pouco antes de completar 99 anos, que seria no dia 30 de agosto.
Antigo convento na cidade de Tuam, na Irlanda Durante séculos a religião categoriza as mulheres. Aquelas que não agem de acordo com as leis da igreja sempre foram consideradas "mulheres perdidas", servas do demônio. Isso, historicamente comprovado, custou a vida de milhares delas por todo o mundo. A igreja católica foi uma das, talvez a principal, igreja envolvida em diversas mortes. Na Europa, especificamente, podemos comprovar estes fatos agora que alguns atos da ordem das Irmãs Magdalenes foram desvendados. Elas mantinham conventos e uma lavanderias por toda Irlanda. De 1922 a 1996 estima-se que mais de 30 mil meninas, jovens adolescentes, foram enviadas às lavanderias e submetidas a trabalho escravo. Entre elas estavam órfãs, pobres, deficientes, meninas rejeitadas pelas famílias e condenadas em tribunais. Elas enfrentavam uma jornada de 12 horas de trabalho diário passando e lavando roupas de empresas, órgãos públicos e das Forças Armadas, o que era muito lucrativo ...

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