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Camila Vallejo - A dona do movimento estudantil

Camila Vallejo. Muito mais que uma chilena bonita.
A estudante de geografia de 23 anos, Camila Vallejo, é hoje uma das maiores, senão a maior, representatividade do movimento estudantil mundial. Protestando contra a atual situação da educação no Chile, ela conseguiu liderar o que chamam agora do maior movimento democrático civil desde os tempos das marchas de oposição ao General Augusto Pinochet. Exigindo uma reestruturação maciça da educação superior no país, inclusive exigindo que ela seja gratuita, Camila e seus milhares de seguidores marcharam cerca de 37 vezes, desde maio até agora, em Santiago e outras grandes cidades do Chile provando que a juventude não deseja mais o modelo econômico adotado pelo país. Também integrante do Partido Comunista, Camila se transformou num ícone da luta estudantil mundial e tem recebido apoio de vários cantos do globo, inclusive do Brasil, tendo visitado o país para apoiar a marcha dos integrantes da UNE que aconteceu em Brasília, no fim de agosto. Aqui também o pedido era de melhor qualidade na educação com propostas de investimento de 10% do PIB do país em educação assim como 50% do fundo do pré-sal. Para se ter uma ideia da proporção que tomou o nome e a luta de Camila, baste digitar o nome dela no google e você terá mais de 160 mil resultados. Os seus 300 mil seguidores no twitter estão sempre prontos a atendê-la nas manifestações que arrastam cerca de 200 mil pessoas por marcha. Apesar das manifestações terem caráter pacífico, como em todos os países vândalos aproveitam a movimentação dos estudantes para assaltar lojas, bancos, farmácias e assim dão a justificativa que faltava à polícia para responderem com violência. Mesmo tendo sido surpreendida com um jato de água e em seguida atacada com gás que não só paralisou como queimou seu corpo, Camila conseguiu escapar da polícia num dos dias mais violentos que rendeu a prisão de 250 pessoas, alguns jornalistas espancados e 25 policiais feridos por jovens mascarados e armados com bombas de tinta e pedras.  Famosa demais para "desaparecer", restou ao governo chileno pelo menos "ouvir" a moça. Mas como diz o presidente Sebastian Piñera: "nada na vida é de graça, alguém sempre vai pagar a conta". Ótima oportunidade de ficar calado, perdeu o equivocado Piñera, que como alguns líderes mundiais finge não perceber que as classes menos favorecidas é que historicamente tem pago esta conta. Pena também para Piñera não conhecer as argumentações do ídolo de Camila, Karl Marx, que já dizia: "as revoluções são a locomotiva da história". 

Comentários

  1. Mais um grande post , sobre uma grande mulher e sua , nossa , grande causa :educação como direito básico e fundamental a todos ...

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