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Ela amava aquele homem.

Eva Braum é uma das personagens femininas mais intrigantes da história, na minha opinião.  Durante muitos anos ela foi amante de ninguém menos que Adolf Hitler. Ficou isolada por ele e chegou a ser chamada de "a garota da gaiola dourada".
Tal tratamento se devia ao fato de Hitler não assumí-la publicamente durante esses longos anos de relacionamento. Alguns relatos falam das inúmeras vezes que ela tinha que se esconder no quarta durante grandes recepções do Terceiro Reich. Certa vez, Hitler teria feito um comentário a respeito dela, logo no início: "Muito nova para ser esposa de um homem na minha posição". Mas Eva foi incansável, e mesmo sendo intituladade "a mulher mais infeliz da Alemanha", permaneceu ao lado deste homem por um único motivo: admiração. 
Ela queria se a única mulher daquele "grande homem". Deixando de lado os banais esteriótipos de beleza, Hitler devia mesmo ser um homem de amordaçar o coração de uma mulher que desejasse ser "guiada". Um homem capaz de fazer com que uma nação inteira o seguisse, não era um qualquer e consequentemente não deveria amar de qualquer forma. Relatos também apontam que Adolf teria dito que Eva era a "única menina para ele". E devia ser mesmo, pois os dois se conheceram quando ela tinha 17 anos e nos anos seguintes ela viveu cercada de luxo enquanto milhares de outras meninas e mulheres morriam nas mãos dos exércitos alemães. Eva casou-se com Hitler numa cerimônia simples, 40 minutos antes de suicidarem-se.

Inevitável o questonamento sobre a capacidade de amor de uma mulher. A capacidade de encontrar valores no outro e seguir os seus instintos mais primitivos até o fim. Quem seria então mais feroz? O homem? A mulher? Se é que o amor é bicho domesticável.

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