Lembra da tabuada que estudávamos nas séries primárias? Pois é, quem lembra consegue fazer um cálculo simples, que define com clareza a disparidade social e a inversão de valores deste país. Divida o salário dos deputados e senadores, que hoje no Brasil é de 26,7 mil reais, por 930 reais dos professores, como comprova Amanda Gurgel, professora do Rio Grande do Norte. O resultado é de 28,7, o que significa que o salário de apenas um deputado consegue colocar hoje, em sala de aula, 30 professores formados e especializados. Levando em conta que um deputado não precisa nem ter curso superior para exercer o cargo, basta ser jogador de futebol, palhaço ou homofóbico; é absurdamente claro o argumento que neste país educação NÃO É PRIORIDADE. A questão é que entendemos errôneamente de onde deve vir a prioridade. Não são políticos que determinam o que deve ou não funcionar, é o povo. Mas é este povo, que prefere a alienação. É exatamente este povo que elege deputados equivocados, que só se preocupam com política durante campanhas políticas. É este povo, o maior culpado, o grande vilão, o verdadeiro carrasco da professora Amanda Gurgel. O analfabeto político é o que arrasta cada vez mais nossa sociedade para a lama. Até me provem o contrário, acredito que Amanda Gurgel falou ao vento. Uma pena pois trata-se de uma das falas mais concretas e embasadas que já ouvi sobre educação. De que adiantam as mais belas falas, se estão todos irremediavelmente surdos?
Antigo convento na cidade de Tuam, na Irlanda Durante séculos a religião categoriza as mulheres. Aquelas que não agem de acordo com as leis da igreja sempre foram consideradas "mulheres perdidas", servas do demônio. Isso, historicamente comprovado, custou a vida de milhares delas por todo o mundo. A igreja católica foi uma das, talvez a principal, igreja envolvida em diversas mortes. Na Europa, especificamente, podemos comprovar estes fatos agora que alguns atos da ordem das Irmãs Magdalenes foram desvendados. Elas mantinham conventos e uma lavanderias por toda Irlanda. De 1922 a 1996 estima-se que mais de 30 mil meninas, jovens adolescentes, foram enviadas às lavanderias e submetidas a trabalho escravo. Entre elas estavam órfãs, pobres, deficientes, meninas rejeitadas pelas famílias e condenadas em tribunais. Elas enfrentavam uma jornada de 12 horas de trabalho diário passando e lavando roupas de empresas, órgãos públicos e das Forças Armadas, o que era muito lucrativo ...
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