Esta semana muito se comentou sobre o comercial da Gisele Bundchen que teria sido censurado pelo governo. Diz-se que o pedido saiu da Secretaria de Políticas para Mulheres, alegando considerar a propagando ofensiva ao sexo feminino. O assunto rendeu até tuwitadas de ministros, ex candidatos à presidência, ou seja, a hipocrisia e oportunismo rolaram soltas. Sinceramente, considerei o comercial mais ofensivo aos homens que às mulheres. Mas a Secretaria, chefiada por Iriny Lopes, tem se tornado eficaz na polêmica nos últimos dias. Além do caso do comercial da Gisele, ainda corre a informação que Iriny também tenha sugerido que a personagem Celeste, da novela global Fina Estampa, procure o serviço de atendimento a mulher, no 180, quando for agredida pelo marido e que ele seja responsabilizado. Também corre por aí que o quadro "Metrô Zorra Brasil" deve sair do ar, pelo fato do Sindicato dos Metroviários de São Paulo consider ofensivas as cenas de investidas e assédio a uma usuária do vagão. Nessa onda de interferências fico ainda em dúvida do que vale ou não a pena nas ações e precisarei de mais algum tempo de reflexão. Mas de imediato, o que me choca é que já não é mais apenas a interferência da ficção na política, mas agora a interferência da política na ficção. Miriam Rios (deputada ineficiente, ex-modelo, ex-atriz, ex-esposa de Roberto Carlos) poderá se transformar numa consultora daqui uns dias, já que as novelas estão tomando um status de solucionadoras dos problemas sociais; muito mais que o executivo e legislativo juntos. O que será o fim disso? Será que em breve veremos a Marcha para Aguinaldo Silva ou Manoel Carlos?
Antigo convento na cidade de Tuam, na Irlanda Durante séculos a religião categoriza as mulheres. Aquelas que não agem de acordo com as leis da igreja sempre foram consideradas "mulheres perdidas", servas do demônio. Isso, historicamente comprovado, custou a vida de milhares delas por todo o mundo. A igreja católica foi uma das, talvez a principal, igreja envolvida em diversas mortes. Na Europa, especificamente, podemos comprovar estes fatos agora que alguns atos da ordem das Irmãs Magdalenes foram desvendados. Elas mantinham conventos e uma lavanderias por toda Irlanda. De 1922 a 1996 estima-se que mais de 30 mil meninas, jovens adolescentes, foram enviadas às lavanderias e submetidas a trabalho escravo. Entre elas estavam órfãs, pobres, deficientes, meninas rejeitadas pelas famílias e condenadas em tribunais. Elas enfrentavam uma jornada de 12 horas de trabalho diário passando e lavando roupas de empresas, órgãos públicos e das Forças Armadas, o que era muito lucrativo ...
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