Vera França é uma das pioneiras em uma profissão considerada no mínimo incomum nos dias de hoje, quanto mais há 50 anos, quando ela começou. Vera é modelo e posa nua para artistas. Ela diz que desde pequena adora ficar sem roupas e que descobriu o que queria fazer da vida aos 13 anos, quando viu a foto de uma mulher nua, em cima de uma pedra. Dai por diante a pernambucana trilhou seu caminho até chegar à escola de Belas Artes de São Paulo, ganhando entre R$ 80 e R$ 100 por hora pelo trabalho. Ela se orgulha em dizer que sustentou suas duas filhas com seu trabalho. Vera, que na verdade se chama Maria das Dores França, nunca se casou, pois diz que qualquer marido teria ciúme de seu trabalho e ela nunca cogitou abandonar a profissão. Feliz em meio a artistas, Vera diz só parar de posar nua quando morrer. Ontem, dia 16, ela foi entrevistada por Jô Soares. Não posso deixar de citar que foi uma das piores entrevistas que vi dele. Coisa muito comum já que, nos últimos anos, os personagens realmente interessantes que passam pela poltrona do entrevistador, são anulados, quase apagados, em meio a perguntas vazias e fúteis. Uma pena, já que Vera renderia uma lição de vida na noite de ontem e me senti meio desprezada como telespectadora que estava ansiosa por saber o que esta mulher, verdadeiramente desbravadora, teria pra contar. Fica ai a entrevista pra quem não viu e a homenagem à Vera, que merecia um entrevistador melhor, já que a vida é inigualavelmente interessante para ser contada.
Antigo convento na cidade de Tuam, na Irlanda Durante séculos a religião categoriza as mulheres. Aquelas que não agem de acordo com as leis da igreja sempre foram consideradas "mulheres perdidas", servas do demônio. Isso, historicamente comprovado, custou a vida de milhares delas por todo o mundo. A igreja católica foi uma das, talvez a principal, igreja envolvida em diversas mortes. Na Europa, especificamente, podemos comprovar estes fatos agora que alguns atos da ordem das Irmãs Magdalenes foram desvendados. Elas mantinham conventos e uma lavanderias por toda Irlanda. De 1922 a 1996 estima-se que mais de 30 mil meninas, jovens adolescentes, foram enviadas às lavanderias e submetidas a trabalho escravo. Entre elas estavam órfãs, pobres, deficientes, meninas rejeitadas pelas famílias e condenadas em tribunais. Elas enfrentavam uma jornada de 12 horas de trabalho diário passando e lavando roupas de empresas, órgãos públicos e das Forças Armadas, o que era muito lucrativo ...
adorei as fotos mulher guerreira voce conbinar comigo adoraria desenhar voce.
ResponderExcluirCadê os posts??? Cabou??
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